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Reforma Tributária em 2026: o que muda na prática e por que a preparação é indispensável.

  • Foto do escritor: Marquetti Advocacia
    Marquetti Advocacia
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

O ano de 2026 representa um marco concreto na implementação da Reforma Tributária brasileira.


Após a promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023, o país entra em uma fase decisiva de transição para um novo modelo de tributação sobre o consumo, com impactos diretos sobre empresas, profissionais liberais e contribuintes em geral.


O novo sistema introduz dois tributos centrais: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados e municípios, e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal.


Embora a transição seja gradual, os efeitos práticos começam a se materializar já em 2026, especialmente no que diz respeito às obrigações acessórias e aos controles fiscais.


Um dos pontos que mais exige atenção é a adaptação dos documentos fiscais eletrônicos.


A própria Receita Federal do Brasil já sinalizou que notas fiscais, declarações e sistemas de escrituração deverão passar a conter informações específicas relacionadas aos novos tributos.


Isso significa que empresas precisarão revisar seus sistemas de emissão, parametrizações fiscais e rotinas internas para evitar inconsistências.


A falta de adequação pode resultar em erros de cálculo, divergências entre declarações, aplicação de multas e até autuações fiscais.


Além disso, o novo modelo exige maior integração entre áreas contábil, fiscal, financeira e jurídica, tornando o compliance tributário ainda mais estratégico.


Outro aspecto relevante está no impacto financeiro. A transição para o IBS e a CBS pode alterar a dinâmica de créditos tributários, a formação de preços e o fluxo de caixa das empresas.


Contratos firmados sob a lógica do sistema atual podem precisar de revisão, especialmente aqueles de médio e longo prazo, para adequação às novas regras.

Diante desse cenário, o planejamento jurídico-tributário deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade.


Antecipar análises, mapear riscos, revisar procedimentos internos e acompanhar atentamente a regulamentação infraconstitucional são medidas essenciais para reduzir custos, evitar passivos inesperados e garantir segurança jurídica.


Em 2026, não estará melhor posicionado quem reagir às mudanças, mas quem se preparar para elas.

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